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  • Ação de Acolhimento Menstrual

    Ação de Acolhimento Menstrual

    Acolhimento Menstrual no IFSC: tecnologia, acesso e cuidado

    O Laboratório de Cidadania Digital (LabCidig) atua em parceria com os projetos hospedados na Pré-incubadora do IFSC-Florianópolis, a Incubintech. Este protótipo de vending machine está instalado no hall de acesso do IFSC Campus Florianópolis, para testes e validação com a comunidade acadêmica. Com tecnologia própria e registro de propriedade intelectual em andamento, trata-se da QR→PIX→GO, uma iniciativa que busca democratizar o acesso a itens comerciais com preço justo, facilidade logística e inteligência de mercado.

    Operação inicia em: Carregando contagem…

    29 de maio de 2026 • Hall de acesso do IFSC Campus Florianópolis

    Como funciona

    Toda a interação é realizada diretamente na tela touchscreen da máquina:

    1. Selecione o tipo de absorvente
    2. Preencha o cadastro rápido (nome, contato, CEP) – dados protegidos por LGPD
    3. Confirme a retirada e retire seus absorventes gratuitamente
    4. Seus feedbacks anônimos ajudam a aprimorar o sistema

    Por que essa iniciativa?

    Todos sabemos, mas não custa relembrar: negócios devem antes de tudo amenizar ou mesmo suprimir uma dor social. E, sensibilizados com a descontinuidade do programa Dignidade Menstrual, percebemos nessa demanda uma oportunidade para pilotar nosso protótipo dentro do IFSC-Florianópolis. Então, ao utilizar essa máquina, você está colaborando voluntariamente para o desenvolvimento de tecnologias sociais. Nos comprometemos em resguardar todos os seus dados, jamais iremos expor nomes ou outras informações pessoais.

    Com a rotina de uso deste equipamento, conseguiremos identificar possibilidades de melhorias e ao mesmo tempo, se o funcionamento e demanda crescerem juntos, buscaremos recursos para ampliar a política pública de assistência primária no contexto da saúde da mulher.

    A distribuição dos absorventes é gratuita, a cidadã beneficiada não tem custos! Cadastre-se, aproveite o benefício e multiplique essa ideia com suas amigas e colegas!

    Segurança dos dados

    Comprometemo-nos com a minimização de dados e conformidade com a LGPD. Todas as informações coletadas são:

    • Criptografadas em trânsito (HTTPS) e em repouso
    • Armazenadas com acesso restrito à equipe técnica do LabCidig
    • Utilizadas exclusivamente para operação, melhoria do serviço e prestação de contas institucionais
    • Passíveis de exclusão mediante solicitação do titular

    Como apoiar esta iniciativa

    Esta tecnologia só ganha escala com a adesão da comunidade. Você pode ajudar de várias formas:

    • Indique o projeto para iniciativas públicas, secretarias de educação ou saúde
    • Apoie individualmente por meio de doações para custeio de insumos
    • Compartilhe esta página em suas redes sociais para alcançar mais pessoas
    • Converse com colegas e mobilize sua rede para lutar por mais pontos de acolhimento
    • Envie suas ideias para tornar este projeto permanente, especialmente em escolas e espaços públicos

    Parcerias Institucionais

    Dados da Organização
    Dados do Contato
    Interesse em Parceria

  • Maio Laranja: Seminário une ciência e poder público para fortalecer a Rede de Proteção à Infância e Adolescência em Florianópolis

    Maio Laranja: Seminário une ciência e poder público para fortalecer a Rede de Proteção à Infância e Adolescência em Florianópolis

    Evento abordará Proteção, Escuta Especializada e Cidadania Digital no enfrentamento às violências sexuais contra crianças e adolescentes

    Em alusão a campanha de conscientização e enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil, Maio Laranja, o Laboratório de Cidadania Digital do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC – LabCidig) em parceria com a Assessoria da Infância e Juventude, da Prefeitura de Florianópolis e o SEST SENAT, promove, no dia 18 de maio, o Seminário Maio Laranja – Proteção, Escuta Especializada e Cidadania Digital na Rede Municipal de Florianópolis

    A iniciativa, que acontecerá das 8h às 12h, no auditório do IFSC Câmpus Florianópolis, com participação presencial e transmissão online, tem como objetivo fortalecer a rede de proteção de crianças e adolescentes diante dos desafios contemporâneos, especialmente no enfrentamento às violências sexuais.

    Integrando a programação da campanha nacional Maio Laranja, o seminário propõe um espaço de formação, articulação e troca de experiências entre profissionais, pesquisadores, extensionistas, estudantes, gestores públicos e representantes da governança que atuam diretamente no atendimento, prevenção, acolhimento e encaminhamento de situações de violência.

    A proposta é reunir trabalhadores e gestores dos equipamentos públicos municipais, como CRAS, CAPS, unidades da assistência social, saúde, educação, direitos humanos e demais instituições que compõem o sistema de garantia de direitos de crianças e adolescentes em Florianópolis.

    Segundo a secretária de Assistência Social de Florianópolis, Luciane dos Passos, este encontro nasce da necessidade de fortalecer, cada vez mais, a rede de proteção às crianças e adolescentes na Capital. “Quando falamos em práticas integradas, responsáveis e humanizadas, estamos falando sobre garantir que cada atendimento aconteça de forma articulada, acolhedora e segura, respeitando as especificidades de cada situação e colocando a proteção integral como prioridade. Mais do que discutir protocolos, este encontro reafirma o nosso compromisso coletivo com o cuidado, a proteção e a garantia de direitos das crianças e adolescentes”. 

    Os interessados em participar do Seminário Maio Laranja devem realizar inscrição prévia pelo site eventos.ifsc.edu.br/maiolaranja2026. As vagas para participação presencial são limitadas e estarão sujeitas à capacidade do espaço. Já para quem deseja acompanhar o evento de forma online, também é necessário efetuar a inscrição pelo mesmo link.

  • Resgate de três crianças em Santa Catarina reforça a urgência de prevenção e escuta qualificada para a cidadania digital

    Resgate de três crianças em Santa Catarina reforça a urgência de prevenção e escuta qualificada para a cidadania digital

    No dia 28 de abril de 2026, a Polícia Federal deflagrou a Operação Nacional Proteção Integral IV, com cumprimento simultâneo de 159 mandados de busca e apreensão em todas as unidades da Federação e 17 mandados de prisão preventiva. A ação envolveu 503 policiais federais e 243 policiais civis de diferentes estados. As cidades catarinenses envolvidas foram Florianópolis, São José e Imbituba. Nestas, três crianças foram resgatadas em situação de vulnerabilidade.

    O dado mais alarmante, no entanto, ultrapassa a operação específica. Conforme relatórios da Polícia Federal, somente de janeiro a abril de 2026, por meio dos chamados Grupos de Capturas, a Polícia Federal já cumpriu ao menos 450 mandados judiciais de prisão por crimes sexuais.

    Plataformas, aplicativos de mensagens, redes sociais, jogos online e comunidades digitais fazem parte da vida cotidiana de crianças e adolescentes. Esses ambientes ampliam possibilidades de aprendizagem, socialização e expressão, mas também podem ser utilizados por adultos ou grupos criminosos para aproximação indevida, manipulação, coerção, produção de conteúdos ilegais e circulação de materiais violentos.

    A própria Polícia Federal tem chamado atenção para a importância da terminologia adequada. Embora o termo “pornografia” ainda apareça no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional tem priorizado expressões como abuso sexual de crianças e adolescentes ou violência sexual contra crianças e adolescentes, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.

    Quando uma criança ou adolescente é exposto, manipulado, coagido ou violentado, não se trata de “conteúdo adulto”, mas de crime, exploração e violação da dignidade humana.

    A operação também ocorreu às vésperas do Maio Laranja, mês dedicado ao enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes. A campanha reforça que a proteção de crianças e adolescentes é responsabilidade de toda a sociedade, envolvendo famílias, escolas, instituições públicas, plataformas digitais, organizações sociais e redes de proteção.

    Denúncias

    Ao desconfiar de violações contra crianças e adolescentes, o canal oficial para denúncias é o Disque 100, serviço nacional que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, recebendo, analisando e encaminhando denúncias aos órgãos competentes.

  • Maus-tratos a animais em plataformas digitais acendem alerta para famílias

    Maus-tratos a animais em plataformas digitais acendem alerta para famílias

    Crescimento de casos envolvendo gatos expõe a relação entre violência online, busca por notoriedade e riscos à formação de adolescentes em ambientes digitais

    A circulação de conteúdos violentos envolvendo animais em plataformas digitais tem preocupado autoridades, pesquisadores e organizações de defesa de direitos. Apuração de relatórios do Núcleo de Observação e Análise Digital da Polícia Civil de São Paulo, o NOAD, indicam que os registros de maus-tratos a gatos na internet cresceram de forma expressiva em menos de três anos, com destaque para comunidades fechadas em plataformas de comunicação digital.

    Apenas nos três primeiros meses de 2026 foram contabilizados 385 casos de maus-tratos a gatos na internet. Em 2024, haviam sido identificados 175 casos. Em 2025, o número chegou a 340 ocorrências. O avanço dos registros revela a ampliação da capacidade investigativa para mapear práticas criminosas em ambientes digitais e mantém o alerta para que famílias e profissionais da educação dialoguem com as crianças e adolescentes sobre os riscos de algumas comunidades virtuais.

    A preocupação central das autoridades está no modo como esses conteúdos circulam. Em muitos casos, a violência contra animais aparece associada à busca por reconhecimento dentro de comunidades online, especialmente em grupos fechados. Nessas dinâmicas, atos de crueldade podem ser tratados como desafios, provas de pertencimento ou formas de ganhar visibilidade entre pares.

    Esse fenômeno exige uma leitura que vá além da segurança pública. Para o LabCidig, trata-se também de uma questão de cidadania digital, formação ética e proteção integral de crianças e adolescentes. Ambientes digitais não são espaços neutros: eles organizam relações, estimulam comportamentos, produzem pertencimentos e podem favorecer processos de dessensibilização diante da violência.

    Para a delegada Lisandre Salvariego, coordenadora do NOAD, adolescentes e jovens do sexo masculino aparecem com frequência entre os envolvidos nesse tipo de prática. Esse dado reforça a necessidade de ações educativas voltadas à cultura digital, masculinidades, empatia, responsabilidade ética e reconhecimento dos impactos sociais da violência online.

    Outro ponto sensível é o papel das plataformas. Nosso coordenador, professor André Dala Possa, reforça que pelas estatísticas oficiais o Discord é um dos principais ambientes em que esse tipo de conteúdo tem sido identificado, especialmente por meio de servidores fechados e transmissões ao vivo. “O Telegram também aparece como segunda rede com maior número de ocorrências”, disse.

    No Brasil, maus-tratos contra animais são crime previsto na Lei nº 9.605/1998. Desde 2020, quando a violência é praticada contra cães ou gatos, a pena passou a ser mais severa, podendo incluir reclusão, multa e proibição da guarda. As denúncias podem ser encaminhadas diretamente a Delegacia Virtual de Proteção Animal, de forma anônima, neste link.

  • Laboratório de Cidadania Digital é inaugurado no Câmpus Florianópolis

    Laboratório de Cidadania Digital é inaugurado no Câmpus Florianópolis

    Autoridades descerram a placa inaugural em ato simbólico
    Parceiros e autoridades descerram a placa inaugural

    O IFSC inaugurou nesta quinta-feira (23/4), o Laboratório de Cidadania Digital, no Câmpus Florianópolis, com foco em pesquisa, formação e ações de prevenção sobre os riscos do ambiente on-line. A estrutura nasce com atuação voltada a estudantes, professores, famílias e redes de ensino, em parceria com instituições públicas e de pesquisa.

    O coordenador do projeto e do Laboratório, professor André Dala Possa, explicou que o espaço foi pensado para integrar pesquisa e extensão em torno do uso responsável das tecnologias. “Nós atuamos com estudantes, pesquisadores de diversos cursos, áreas do conhecimento, portanto, ele é multidisciplinar e oferecemos formação continuada para professores, principalmente, adolescentes e pais de família.”, completa.

    Segundo ele, a proposta inclui microformações sobre temas como cyberbullying, segurança de dados, gerenciamento de senhas e uso adequado de dispositivos por crianças e adolescentes. “Então, o laboratório pesquisa, estuda estratégias e oferece microformações para as famílias catarinenses, os estudantes, principalmente do ensino médio e os professores compreenderem melhor como se dá de forma saudável o convívio diário com as tecnologias digitais.”, complementa.

    Parcerias e pesquisas

    André também destacou que o laboratório reúne diferentes frentes de financiamento e cooperação institucional. “Então, o Laboratório de Cidadania Digital aqui em Santa Catarina tem parceria com a Receita Federal, através do programa Receita Cidadã. Também temos fomento em pesquisa da FAPESC, um edital universal. Temos um edital de extensão com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e também recebemos uma emenda parlamentar da deputada federal Daniela Reiner”, conclui.

    Para o diretor-geral do Câmpus Florianópolis, Rogério Versage, sediar a iniciativa amplia o alcance social da instituição e reforça a relação com a comunidade. “Para o Câmpus Florianópolis ter um laboratório desse aqui ajuda a gente em diversas dimensões. No impacto que o próprio laboratório tem na sociedade, para o estado todo, para tantos estudantes e jovens.”, disse. Ele acrescentou que a presença do laboratório também fortalece a formação dos próprios alunos do câmpus. “Também para os nossos próprios estudantes, onde eles têm a oportunidade de se desenvolver na sua formação, para contribuir com a sociedade, sensibilizando para essas questões tão importantes.”, finaliza.

    Educação e prevenção

    A diretora executiva do IFSC, Ana Paula Kuczmynda da Silveira, afirmou que o laboratório está alinhado à missão institucional da rede federal. “Em primeiro lugar, a gente tem uma afinidade muito grande com a ideia do laboratório, sobretudo quando nós pensamos o cumprimento da missão institucional e o papel que nós temos, dentro da instituição, mas também como parceiros externos, no combate a todos os tipos de violência”, explica. Ela destacou ainda que muitas dessas violências se manifestam no ambiente digital e é papel da escola estar atenta a isso.

    Representando a Secretaria de Estado da Educação, a pedagoga Elizete Soares Geraldi avaliou a iniciativa como estratégica para o enfrentamento das violências digitais nas escolas. “A Secretaria de Estado de Educação, por meio do Núcleo de Atenção às Violências na Escola, vê com muita esperança, muitos bons olhos essa iniciativa do laboratório digital. Temos certeza que vai contribuir muito, nos ajudando a esse combate com ideias, com apoio, com incentivo, tanto para os nossos profissionais de educação, quanto para os nossos estudantes.”, finaliza.

    Por: Jornalismo IFSC.

  • Laboratório de Cidadania Digital iniciará operação em sede própria dia 23 de abril

    Laboratório de Cidadania Digital iniciará operação em sede própria dia 23 de abril

    Coordenador apresenta a origem e os principais projetos do LabCidig

    Localizado no hall de acesso de pedestres do Câmpus Florianópolis, o Laboratório de Cidadania Digital do Instituto Federal de Santa Catarina (LabCidig/IFSC) iniciará oficialmente suas operações em 23 de abril. Embora tenha sido criado e atue desde 2018, é a primeira vez que o Laboratório terá um espaço próprio para concentrar suas atividades em Santa Catarina. Conceitualmente, a metodologia de trabalho nasceu a partir de pesquisa em rede envolvendo num primeiro momento a Escola do Futuro e o Centro Internacional Atopos, ambos da Universidade de São Paulo (USP). “Um dos primeiros resultados internos ao IFSC de impacto que considero relevante nessa trajetória de coletiva inquietação científica com os modelos tradicionais de ensino é o edital de protagonismo discente, que lançamos coletivamente pela Diretoria de Extensão da PROEX de forma coletiva e inédita em 2018″, lembrou o coordenador da iniciativa, professor André Dala Possa.

    O LabCidig atua como núcleo de ensino, pesquisa e extensão, com foco em cidadania digital, inovação educacional, compreensão e prevenção de novos fenômenos associados às violências cibernéticas e promoção dos direitos humanos no contexto da cultura digital. “A educação básica, principalmente o Ensino Médio, tem recebido atenção quanto ao impacto da cultura digital. Mas, nem sempre foi assim e em alguns contextos ainda temos resquícios de debates dicotômicos clássicos como permitir ou proibir, ser bom ou ruim, explorar ou ignorar (…) e tudo isso diverge das tendências contemporâneas. Viver OnLIFE não é mais uma escolha. Portanto, precisamos compreender como exercer cidadania num mundo multitelas, permeado por algoritmos. Sem essas competências, a sociedade fica limitada em sua capacidade de desenvolvimento pleno”, reforçou André.

    Como funciona na prática?

    O LabCidig foi concebido como uma base de articulação acadêmica e operacional para projetos voltados à formação continuada das famílias, dos estudantes, da governança e dos profissionais da educação. Por meio das chamadas ecologias conectivas, especialistas de 85 instituições científicas se concentram na experimentação de soluções educacionais alinhadas aos desafios contemporâneos da vida OnLIFE. “Empreendemos trilhas de microformações, experiências plugadas e desplugadas, produção de materiais didáticos e informativos, conteúdos audiovisuais e gráficos, mentorias e consultorias para o desenvolvimento de soluções em plataformas digitais com potencial de impacto social para diferentes territórios brasileiros – sempre a partir das escolas”, explicou o coordenador do programa, professor André Dala Possa.

    Do ponto de vista acadêmico-científico, o laboratório atua em articulação com a Rede Internacional de Educação OnLIFE (RIEOnLIFE) e a Immersive Learning Networking (iRLN). Com encontros cíclicos há quase uma década, instituições nacionais e estrangeiras concentram esforços na compreensão dos impactos da chamada digitalização de tudo. As primeiras ações de aproximação do professor André Dala Possa ocorreram durante sua pesquisa de tese de doutorado, na Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP), entre 2014 e 2018. Desde então, os vínculos geraram projetos de TCC, PI, Extensão, Pesquisa, novos editais para equipes de competição, diretrizes para políticas públicas, publicações científicas, eventos, formações de formadores, produtos tecnológicos e outras vivências imersivas que viabilizaram em 2023 a captação de orçamento para a sede física própria. “Em 2024 a FAPESC aprovou projeto para investimento numa infraestrutura básica de orientação, pesquisa e produção de conteúdos para ensino e extensão de 11 municípios quanto às cyber harm. Depois, ampliamos parcerias para hospedar projetos de maior lastro frente nossa metodologia, intensificando relacionamento com o programa Receita Cidadã, da Receita Federal do Brasil, e acolhendo bolsistas multiprofissionais do ecossistema que pertencemos. Assim, obtivemos êxito noutras captações junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e à deputada federal por Santa Catarina, Daniela Reinehr. Com isso, dado o apoio estratégico do IFSC-Florianópolis, atuamos com nove bolsistas diretos entre discentes e servidores e 16 especialistas associados esporádicos”, comemorou André.

    Momento estratégico

    A inauguração operacional do espaço físico dentro do IFSC-Florianópolis está agendada para dia 23 de abril e ocorre num contexto em que a educação digital ganha centralidade nas políticas públicas. A proposta do LabCidig dialoga com a Política Nacional de Educação Digital e com o Currículo de Educação Digital de Santa Catarina, que orientam sistemas, redes e instituições para uma postura ativa, crítica, ética e segura das tecnologias na formação de estudantes e profissionais da educação. Nesse cenário, o LabCidig se posiciona de forma ainda mais contundente como uma instância estratégica para experimentação, formação e apoio a políticas educacionais conectadas à realidade das escolas e arranjos produtivos locais catarinenses.
    Entre os projetos em andamento, destacam-se a consolidação do ecossistema Cidig com plataforma própria (sempre experimental) de formação e diagnóstico em cidadania digital; a ampliação de trilhas formativas voltadas a estudantes, educadores, famílias e governança; e, novas ações de pesquisa e extensão voltadas à prevenção de violências cibernéticas, conscientização e combate ao tráfico de pessoas, o uso ético da inteligência artificial e à integração curricular da educação digital.

    “É claro que no dia a dia do Câmpus o LabCidig tende a impactar na formação integral dos estudantes, reforçando vínculos, impelindo maior engajamento das turmas no ensino, na pesquisa e na extensão. Mas, enquanto política pública, a população é a principal beneficiada. Em nossas campanhas, produzimos e distribuímos ebooks e livros físicos, adultos e infantis de abordagem preventiva; oficinas; palestras; formações de curta e média duração; maratonas de inovação (hackathons), ações sociais, mutirões temáticos (…)”, sintetizou André.
    Para concluir o coordenador do LabCidig destacou que nas ecologias conectivas são realizadas atividades planejadas e intencionais para a interação consciente e qualificada da sociedade com pautas complexas, priorizando públicos estratégicos com potencial de multiplicadores, como exemplo de ir além das escolas, André citou o envolvimento de agentes comunitários de saúde e dos profissionais de saúde mental do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

    Enquanto espaço aberto ao diálogo acadêmico, o LabCidig mantém aqui em sua página web um cadastro de especialistas interessados em colaborar nos projetos. Para receber as novidades sobre oportunidades e conteúdos, basta preencher o cadastro.

  • Receita Cidadã e Laboratório de Cidadania Digital ampliam parcerias

    Receita Cidadã e Laboratório de Cidadania Digital ampliam parcerias

    Equipamentos eletrônicos que seria destruídos podem virar novos produtos e ajudar a sociedade

     

    O programa Receita Cidadã, da Receita Federal, e o Laboratório de Cidadania Digital do IFSC ampliaram os termos da parceria institucional nesta quarta-feira (11). A partir de projeto apresentado pelo professor André Dala Possa, em 2014, e atualizado em 2025, o IFSC recebe mercadorias de diversas naturezas, principalmente descaminho. Os itens são doados pela Receita Federal para ampliar o alcance das atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão – sempre dentro de programas ou projetos. O repasse realizado em 11 de março totaliza R$ 205,23 mil e será destinado para premiações de estudantes participantes das maratonas de inovação (hackathons) organizados pelo Laboratório de Cidadania Digital dentro das unidades curriculares que integram a estratégia de curricularização da extensão.

    Na avaliação do coordenador do programa no IFSC-Florianópolis, professor André Dala Possa, essa parceria é estratégica em vários aspectos, principalmente quanto à possibilidade de inovar e motivar os estudantes em torno de desafios complexos com potencial para impacto social.

    “Nossos estudantes são desafiados dentro dos princípios da extensão a aplicarem seus conhecimentos, habilidades e competências para criar novos usos a produtos como cigarros eletrônicos e os populares ‘TVBox’. Com isso, vamos além dos conteúdos teóricos, engajamos as turmas e geramos possibilidade de transformação social”, disse.

    Para a analista tributária da Receita Federal do Brasil, Maria Cristina Galloti, a Receita Federal apoia iniciativas como essas, voltadas à formação de professores e ao desenvolvimento de competências digitais nas escolas, para fortalecer a cidadania fiscal desde a base educacional.

    “Os esforços da Receita Federal somados ao do IFSC preparam cidadãos mais conscientes e participativos. Da mesma forma, as maratonas de inovação promovidas em ambiente de ciência e tecnologia abrem espaço para que conhecimento e criatividade se transformem em soluções sustentáveis para mercadorias que, normalmente, precisariam ser destruídas”, comemorou.

    Três pessoas em pé ao redor de uma mesa com eletrônicos expostos, em uma sala interna. Sobre a mesa há caixas de videogame, celulares e outros equipamentos, com uma placa da Receita Federal ao centro.
    Receita Cidadã e IFSC são parceiros em várias frentes desde 2014