Categoria: Notícias

  • 3º Seminário debate enfrentamento ao tráfico de pessoas e contrabando de migrantes em Santa Catarina

    3º Seminário debate enfrentamento ao tráfico de pessoas e contrabando de migrantes em Santa Catarina

    Evento reúne instituições para discutir prevenção, proteção e novas estratégias de enfrentamento às violações de direitos em Santa Catarina

    Cartaz de divulgação do seminário

    Nesta sexta-feira (18) será realizado, no Auditório do Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF/SC), o 3º Seminário de Enfrentamento do Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes de Santa Catarina. O evento busca ampliar o debate sobre esses fenômenos e fortalecer a atuação conjunta das instituições envolvidas na prevenção e proteção das vítimas no Estado.

    O seminário contará com representantes do MPF/SC, Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT/SC), Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-SC), OIM, UNIVALI, Círculos de Hospitalidade, IFSC, Comitê Estadual do FONET/SC e outras instituições. O Laboratório de Cidadania Digital (LabCidig) integra a programação, considerando projeto com fomento do MJSP na área de educação para as redes sociais digitais e prevenção ao aliciamento de crianças e adolescentes.

    Um problema presente em Santa Catarina

    O tráfico de pessoas pode envolver diferentes formas de exploração, como trabalho forçado e exploração sexual, atingindo pessoas em diferentes situações de vulnerabilidade. Crianças e adolescentes também estão entre os grupos que demandam atenção especial das redes de proteção.

    Dados divulgados pelo MPT-SC apontam que, entre 1995 e 2024, Santa Catarina registrou 1.131 trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão. No mesmo período, foram registradas 158 ocorrências relacionadas ao tráfico de pessoas e trabalho escravo e 125 casos de tráfico infantil.

    Além dos números registrados, existe o desafio da subnotificação, tornando a informação e a identificação de possíveis situações de exploração importantes ferramentas de prevenção.

    A realidade dos migrantes também exige atenção

    O seminário também coloca em debate o contrabando de migrantes e as situações de vulnerabilidade que podem surgir durante processos de deslocamento e contratação.

    Em reunião recente do Fórum Estadual de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas de Santa Catarina, representantes da OIM destacaram situações envolvendo contratações irregulares no Oeste catarinense, com trabalhadores aliciados na Argentina e contratados por empresas terceirizadas de recrutamento. A entidade também relatou o acompanhamento de fluxos de migrantes cubanos pela fronteira norte do estado e das condições de deslocamento e moradia dessas pessoas.

    Essas situações demonstram a importância de integrar diferentes áreas de atuação. Fiscalização trabalhista, assistência social, segurança pública, sistema de Justiça, universidades e organizações da sociedade civil podem desempenhar papéis complementares na identificação de possíveis violações e no encaminhamento das vítimas para atendimento e proteção.

    Informação como forma de prevenção

    O enfrentamento ao tráfico de pessoas também passa pela educação e pela comunicação. Promessas falsas de emprego, melhores condições de vida ou outras oportunidades podem ser utilizadas no aliciamento de vítimas, inclusive por meio da internet.

    Essa preocupação se relaciona diretamente aos projetos desenvolvidos pelo Laboratório de Cidadania Digital (LabCidig) com foco na proteção de crianças e adolescentes, incluindo livros infantis e materiais de abordagem preventiva produzidos por estudantes do curso de Design. As iniciativas buscam aproximar pesquisa, extensão e sala de aula, transformando o conhecimento acadêmico em ferramentas de informação e conscientização.

    O seminário representa, assim, uma oportunidade para aproximar estudantes, pesquisadores e profissionais que atuam na proteção de direitos e na construção de novas estratégias de enfrentamento.

    Quem pode participar

    O seminário é destinado a operadores do sistema de Justiça, servidores públicos de órgãos de proteção e assistência social, profissionais de organizações da sociedade civil, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e demais interessados na temática.

    A participação de estudantes e pesquisadores também amplia a possibilidade de transformar as discussões realizadas no evento em novos projetos, pesquisas e ações de extensão, aproximando o conhecimento acadêmico das necessidades encontradas na sociedade.

    Faça sua inscrição pelo formulário do evento.

  • Festival Social Good Brasil começa nesta quinta em Florianópolis, e o LabCidig participa como embaixador

    Festival Social Good Brasil começa nesta quinta em Florianópolis, e o LabCidig participa como embaixador

    Com o tema “Gingado: Inovação brasileira em movimento”, o evento acontece nos dias 17 e 18 de setembro, na Acate Primavera. A entrada é gratuita.

    O Laboratório de Cidadania Digital (LabCidig) é embaixador da 15ª edição do Festival Social Good Brasil (SGB), que acontece nesta quinta e sexta-feira, 17 e 18 de setembro, na Acate Primavera (SC-401), em Florianópolis. Estudantes do IFSC-Florianópolis vão participar do festival no palco e na plateia, acompanhando e contribuindo para os debates sobre tecnologia, dados e impacto social.

    O tema deste ano é “Gingado: Inovação brasileira em movimento”. A proposta é valorizar o jeito brasileiro de responder aos desafios do mundo, com corpo, ritmo e inteligência coletiva.

    Quatro eixos de programação

    As atividades do festival se dividem em quatro eixos:

    • Inteligência e produção de sentido
    • Saúde e bem-estar digital
    • Conexão e tecido social
    • Regeneração e futuros possíveis

    Esses temas dialogam diretamente com o trabalho do LabCidig, que atua na formação para o uso crítico, ético e cidadão das tecnologias digitais.

    Palestrantes confirmados

    Entre os nomes já confirmados estão o escritor André Carvalhal; Catharina Doria, especialista em ética de inteligência artificial; e Nina Silva, CEO do Movimento Black Money e investidora-anjo. Pelo IFSC-Florianópolis, o estudante Joaquin Zanandrea Fleitas e a estudante Isabella Beatriz Anschau, do curso técnico em eletrônica participam do painel Adolescência, internet e masculinidades, a partir das 13h30min, no espaço Aquário.

    Participe

    A entrada é gratuita, com inscrição pelo site oficial: sgb.org.br.

    Serviço
    O quê: Festival Social Good Brasil 2026 (15ª edição)
    Quando: 17 e 18 de setembro de 2026
    Onde: Acate Primavera, SC-401, Florianópolis (SC)
    Quanto: Gratuito

  • Florianópolis recebe congresso internacional que discute inteligência artificial na educação

    Florianópolis recebe congresso internacional que discute inteligência artificial na educação

    Jonathon Richter, cofundador e CEO da Immersive Learning Research Network, faz a conferência de abertura do VII Congresso Internacional da Rede de Educação OnLIFE, em 22 de setembro. Até o dia 25, o evento reúne pesquisadores dos Estados Unidos, de Portugal, de Moçambique e da Espanha, oito painéis e 60 pesquisas em 12 trilhas temáticas.

    A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) recebe, de 22 a 25 de setembro, o VII Congresso Internacional da Rede de Educação OnLIFE (RIEOnLIFE) com o tema “Inteligência Artificial, CoInteligência e Hiperinteligência”. O evento ocorre no Auditório Deputada Antonieta de Barros, com vagas limitadas.

    A conferência internacional de abertura, em 22 de setembro, a partir das 19h, será proferida por Jonathon Richter, cofundador e CEO da Immersive Learning Research Network (iLRN), uma das principais redes mundiais de pesquisa em aprendizagem imersiva e realidade estendida (XR). O tema é “Globalmente situados, ecologicamente conectados: a prática como cointeligência”, com tradução simultânea e interpretação em Libras.

    Em publicação no LinkedIn nesta semana, Richter antecipou o eixo de sua fala: construir comunidades de aprendizagem baseadas em evidências, em parceria com pesquisadores e organizações de todo o mundo comprometidos com “algoritmos que promovem o desenvolvimento, e não algoritmos extrativistas”. “O modo como a rede trabalha entre sistemas, com professores, estudantes e suas comunidades, é realmente inspirador”, escreveu o pesquisador, que se disse “muito animado para compartilhar e aprender” no Brasil.

    O evento é promovido pela RIEOnLIFE — rede que hoje articula 67 instituições de ensino superior e 30 instituições de educação básica em 13 países e realizado pelo IFSC, em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Escola de Governo de Florianópolis, o SEBRAE Nacional e o Centro Municipal de Educação Ambiental Escola do Mar, de São José.

    60 pesquisas em 12 trilhas temáticas

    A comissão científica acolheu 60 trabalhos, distribuídos em 12 trilhas temáticas, cada uma com sessões próprias de apresentação e debate. Além dos anais do evento, as pesquisas destaque serão publicadas em livro da RIEOnLIFE e recomendadas à iLRN 2027 — 13th International Conference of the Immersive Learning Research Network, que ocorrerá de 26 a 29 de junho de 2027 na Kyungpook National University, em Daegu, na República da Coreia. A articulação com a iLRN, uma das principais redes mundiais de pesquisa em aprendizagem imersiva, dá aos autores brasileiros uma porta de entrada direta no circuito internacional da área.

    “Não estamos discutindo se a inteligência artificial vai entrar na escola, ela já entrou em todas as vivências. A pergunta que este congresso coloca à comunidade a acadêmica é outra: que tipo de inteligência queremos construir junto com as sintéticas. A CoInteligência não é a máquina pensando pelo professor, é o que emerge quando pessoas, tecnologias e ambientes aprendem em conexão. Trazer esse debate para Florianópolis, com tantas pesquisas e colegas especialistas, é afirmar que a educação pública brasileira tem o que dizer e o que ensinar nessa conversa”, afirmou André Dala Possa, coordenador científico do congresso e professor-pesquisador do IFSC — Câmpus Florianópolis.

    Inscrições aqui!

    Evento no Antonieta de Barros - Laboratorio de Cidadania Digital
  • Acolhimento Menstrual: o programa que devolve autonomia a quem menstrua esta abrindo vagas para novas instituicoes

    Acolhimento Menstrual: o programa que devolve autonomia a quem menstrua esta abrindo vagas para novas instituicoes

    Acolhimento Menstrual: o programa que devolve autonomia a quem menstrua está abrindo vagas para novas instituições

    No dia 28 de maio, Dia Internacional da Dignidade Menstrual, o Câmpus Florianópolis do IFSC inaugurou o programa Acolhimento Menstrual. Um equipamento autônomo que dispensa absorventes, desenvolvido pela startup QR→Pix→Go em parceria com o Laboratório de Cidadania Digital e a Incubintech. Funciona. As pessoas usam. A fila da secretaria acabou.

    Agora queremos levar esse programa para mais lugares. Escolas, postos de saúde, CRAS, universidades. Qualquer instituição onde pessoas menstruam precisem de absorvente e não possam, não queiram, ou não deviam ter que pedir para alguém.

    ## O problema que ninguém fala em voz alta

    Uma em cada três estudantes brasileiras já faltou à aula por não ter absorvente. Não é um número abstrato. É uma aluna que sente o fluxo começar, não tem com quem contar, e vai embora. É uma trabalhadora que precisa escolher entre comprar absorvente e comprar almoço. É uma mulher no posto de saúde, esperando atendimento, que não pode simplesmente pedir um absorvente na recepção porque dá vergonha.

    Pobreza menstrual não é só falta de dinheiro. É falta de estrutura. É a ausência de um sistema que deveria estar ali e não está.

    O constrangimento de pedir um absorvente para alguém, mesmo que para a tia da secretaria da escola, é uma barreira real. Cada vez que uma pessoa precisa pedir, ela abre mão de um pedaço da própria privacidade. O programa Acolhimento Menstrual elimina essa barreira: o equipamento está ali, disponível, como um bebedouro ou um extintor. Você precisa, você usa. Ninguém precisa saber.

    ## Como funciona o equipamento

    A máquina opera por tela touch. Não precisa de aplicativo, não precisa de internet no celular, não precisa falar com ninguém. No primeiro acesso, um cadastro rápido de 30 segundos garante o consentimento e a governança dos dados. Nas retiradas seguintes, a identificação por CPF libera o absorvente em menos de 30 segundos.

    Cada retirada fornece um pacote com dois absorventes. O limite é de 10 pacotes por CPF por mês, para garantir que o insumo chegue a quem precisa e não acabe no estoque de uma única pessoa.

    O sistema monitora o estoque em tempo real. Antes de o produto acabar, o reabastecimento é disparado. A máquina não para. A disponibilidade é contínua.

    ## Para quem é? Para todo mundo que menstrua

    Este programa não tem recorte de classe, renda, idade ou matrícula. Se a menstruação desceu e você esqueceu o absorvente, o equipamento é para você. Se você é aluna, professora, técnica, visitante, paciente, servidora pública. Se você menstrua, está à disposição.

    A menstruação não avisa. Ela desce no meio da aula, no meio do expediente, no meio da consulta. Quando isso acontece, a pessoa não deveria ter que largar tudo, atravessar a rua até uma farmácia, ou mandar mensagem pedindo para alguém trazer. A rotina continua. A pessoa pega o absorvente, vai ao banheiro, e volta ao que estava fazendo.

    Isso é equidade de gênero na prática. Não é um discurso. É um equipamento na parede que dispensa absorvente sem julgamento, sem perguntas, sem burocracia.

    ## Evasão escolar: o dado que machuca

    Estudos nacionais apontam que cerca de 30% das estudantes brasileiras já faltaram às aulas por indisponibilidade de absorventes. No Câmpus Florianópolis, alunas relataram ter saído mais cedo da aula ou faltado dias inteiros por causa disso.

    A máquina muda esse cenário. Se a aluna está na aula e o fluxo vem, ela se levanta, vai até o equipamento, pega o absorvente, e volta. Não perde aula. Não perde o conteúdo. Não sente vergonha. Não precisa explicar para ninguém por que está saindo.

    Manter estudantes na escola é uma política de permanência. O Acolhimento Menstrual é isso: uma política de permanência disfarçada de máquina de absorvente.

    ## Por que estamos cadastrando instituições

    O piloto no IFSC Florianópolis provou que funciona. Agora precisamos expandir.

    Estamos montando uma lista de instituições interessadas em receber o equipamento. Esta lista é nossa principal ferramenta de advocacy junto ao poder público. Quando formos a uma secretaria, a um deputado, a um gestor público, não vamos com uma ideia. Vamos com um documento que diz: “Estas são as 50, 100, 200 instituições que querem o equipamento. Estas são as cidades. Estes são os espaços físicos disponíveis. Aqui está a demanda real.”

    É muito mais difícil dizer não para uma demanda documentada do que para uma boa intenção.

    ## O peso de preencher o formulário corretamente

    Cada inscrição tem força. Cada formulário preenchido é uma instituição a mais na lista. Mas a qualidade dos dados importa tanto quanto a quantidade.

    Instituições que preenchem todos os campos com precisão, confirmam a disponibilidade de espaço físico e demonstram autonomia para autorizar a instalação, ganham lugar privilegiado na lista de prioridade. Quando o poder público perguntar “por onde começamos?”, estas serão as primeiras.

    Não é uma promessa vaga. É um critério objetivo. Quem se cadastra bem, sai na frente.

    ## O que o equipamento precisa para funcionar

    O equipamento é compacto e autônomo, mas tem requisitos mínimos de instalação:

    – Local de circulação pública, acessível a quem precisa
    – Protegido da chuva
    – Um metro linear de parede disponível
    – Tomada elétrica próxima
    – Bom sinal de telefonia celular (para telemetria)

    Se a sua instituição tem isso, você já tem metade do caminho andado.

    ## Como se inscrever

    O formulário leva dois minutos. Pode ser preenchido pelo celular. Você precisa ter em mãos:

    – Os dados da instituição (nome, tipo, endereço)
    – O CEP do endereço (o sistema auto-preenche o restante)
    – Os dados de um responsável (nome, telefone, e-mail)
    – A informação sobre o espaço físico disponível
    – A informação sobre autonomia para autorizar a instalação

    A inscrição não gera compromisso financeiro. Ela manifesta interesse. O contato para viabilização vem depois, caso a caso, conforme o poder público ou parceiros se engajem.

    ## O que está em jogo

    A menstruação é um fato biológico. O acesso a absorventes não deveria ser um privilégio. Toda pessoa que menstrua merece ter o insumo à disposição, no lugar onde já está, sem ter que pedir, sem ter que pagar, sem ter que se explicar.

    O Acolhimento Menstrual existe para garantir isso. Mas ele só chega onde há gente disposta a dizer: “Eu quero isso aqui na minha instituição.”

    Se você é de uma escola, de um posto de saúde, de um CRAS, de uma universidade, de qualquer instituição pública que atenda pessoas que menstruam, a sua inscrição é o primeiro passo.

    Preencha o formulário. Garanta o seu lugar na lista.

    —

    **Programa Acolhimento Menstrual**

    Parceria: QR→Pix→Go (tecnologia), Incubintech (fomento), Laboratório de Cidadania Digital (governança de dados e insumos), IFSC Câmpus Florianópolis (infraestrutura).

    Dúvidas: cidig@cidig.com.br | (48) 99192-2024

  • 1ª Jornada Incubintech de Inovação Aberta reúne 72 equipes e premia soluções para desafios reais

    1ª Jornada Incubintech de Inovação Aberta reúne 72 equipes e premia soluções para desafios reais

    Promovida pela Incubadora Tecnológica e pelo Laboratório de Cidadania Digital do IFSC-Florianópolis, a maratona de 28 dias levou estudantes de seis estados a enfrentar 19 desafios de órgãos públicos e empresas. Ovitrap, Górgona e MedCare formaram o pódio

    Chegou ao fim, no último sábado (25 de julho), no auditório do IFSC-Florianópolis, a 1ª Jornada Incubintech de Inovação Aberta — um hackathon de software e hardware de 28 dias que colocou estudantes e profissionais frente a frente com problemas reais de instituições públicas e privadas. Promovida pela Incubadora Tecnológica do IFSC-Florianópolis (Incubintech) em articulação com o Laboratório de Cidadania Digital (LabCidig), Sebrae Startups e as comunidades de tecnologia Tech Floripa e Python Floripa, a iniciativa encerrou com os pitches das equipes finalistas diante de uma banca de jurados.

    Tudo começou em 27 de junho, quando os demandantes — representantes das instituições parceiras — apresentaram 19 desafios técnicos, de empresas privadas e da governança pública, a uma plateia de 512 potenciais competidores, com participantes de seis estados (SC, PR, RS, SP, RJ e RN). Formadas as equipes de até cinco integrantes, 72 times largaram na primeira etapa.

    Semana a semana, as equipes fizeram entregas técnicas e contaram com uma plataforma exclusiva para solicitar materiais, agendar mentorias e usar os laboratórios do IFSC, além de workshops, treinamentos e networking — com os próprios demandantes disponíveis para reuniões, visitas técnicas e testes. No terceiro checkpoint, a pré-final, restaram 27 equipes. Como todas as finalistas já cumpriam os requisitos técnicos, a definição do pódio veio, sobretudo, da qualidade das apresentações no palco.

    As três melhores

    O primeiro lugar ficou com a Ovitrap e sua “Vigilância Entomológica Inteligente”, que usa visão computacional para automatizar a contagem de ovos em ovitrampas e georreferenciar focos do Aedes aegypti — desafio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SUV-SC). Em segundo, a Górgona apresentou o “Expressa”, que transforma uma TV Box em dispositivo de comunicação alternativa para alunos não verbais. Em terceiro, a MedCare levou um ecossistema digital para a prevenção do burnout médico, desafio da Associação Catarinense de Medicina (ACM).

    Um desafio do LabCidig, soluções de impacto

    Entre os 19 desafios, o de reaproveitamento seguro de TV Box — proposto pelo LabCidig em parceria com a Receita Federal do Brasil — foi um dos que mais renderam. Em vez de simplesmente destruir os equipamentos apreendidos, a proposta era ressignificá-los. Da mesma demanda nasceram soluções bem distintas: além do “Expressa”, da Górgona, o projeto Chama Lilás — segundo colocado no desafio — reprogramou uma TV Box para transformá-la em um botão de alerta contra a violência de gênero, pensado para banheiros de bares e restaurantes, sob o mote “acenda o alerta, chame por ajuda”.

    O que acontece agora

    As três equipes vencedoras já garantiram prêmios como PlayStation 5, celulares e patinetes elétricos. A principal conquista, porém, está no futuro: os campeões passam a integrar a Incubintech e, em parceria com os demandantes, seguirão no próximo semestre aperfeiçoando suas tecnologias, ganhando escala e buscando mercado.

    Confira a classificação das equipes finalistas aqui.

    Uma metodologia que não para

    A lógica de conectar problemas reais às soluções dos estudantes é constante ao longo do ano na Incubintech e no LabCidig. Foi assim que nasceu a QR-PIX-GO, startup de máquinas de venda automática (vending machines) que nacionalizou uma tecnologia até então majoritariamente importada. Incubado há menos de um ano, o estudante de Engenharia Mecatrônica Jardel Carlos Godinho já tem um produto validado: suas máquinas operam no projeto social Dignidade Menstrual, do IFSC.

    “Nossas máquinas têm sistema operacional próprio e integração PIX nativa, e oferecem aos empresários soluções para vendas automatizadas de produtos, desde higiene pessoal até medicamentos e bebidas”, conta o empreendedor Jardel Godinho.

    A ideia de colocar a tecnologia a serviço da comunidade que menstrua partiu da coordenação do LabCidig. Segundo o professor André Dala Possa, coordenador da Incubintech e do laboratório, o ambiente de alta demanda foi decisivo para validar a solução.

    “Sempre que possível, buscamos integrar as tecnologias desenvolvidas aqui para sanar dores sociais. Hoje, uma única máquina atende semanalmente centenas de pessoas que menstruam, e esses dados são potenciais para outras ações de saúde pública”, avalia André Dala Possa.

    Sobre o LabCidig

    O Laboratório de Cidadania Digital (LabCidig) do IFSC-Florianópolis, coordenado pelo Prof. Dr. André Dala Possa, atua em ensino, pesquisa e extensão em cultura digital. Entre seus projetos está “Likes que engajam, laços que protegem”, de abordagem preventiva em rede para a cidadania digital no enfrentamento ao tráfico de pessoas, com fomento do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e execução em parceria com a FEESC.

  • IFSC-Florianópolis lança Jornada de Inovação Aberta com maratona de 28 dias para desenvolvimento de soluções tecnológicas

    IFSC-Florianópolis lança Jornada de Inovação Aberta com maratona de 28 dias para desenvolvimento de soluções tecnológicas

    Evento conecta estudantes a desafios reais de instituições parceiras; inscrições e envio de desafios disponíveis no site oficial

    O Instituto Federal de Santa Catarina Câmpus Florianópolis realiza, entre os dias 27 de junho e 25 de julho de 2026, a primeira edição da Jornada de Inovação Aberta da Pré-Incubadora Tecnológica Incubintech. O evento tem duplo propósito: oferecer aos estudantes um ambiente prático de aprendizagem e desenvolvimento tecnológico e, ao mesmo tempo, aproximar instituições públicas e privadas externas para apresentação de demandas de desafios reais com potencial de impacto social.

    Como funciona

    A Jornada está estruturada em duas etapas presenciais, realizadas no auditório do IFSC-Florianópolis, com possibilidade de participação simultânea online.

    O evento de lançamento, em 27 de junho, será aberto com duas palestras de especialistas nas áreas de hardware e software. Em seguida, os demandantes das instituições parceiras internas e externas realizarão pitches reversos: apresentações de até cinco minutos nas quais expõem seus desafios tecnológicos ao público empreendedor. As equipes presentes, presencialmente ou online, escolhem o desafio ao qual desejam se dedicar e registram sua participação na plataforma. A partir daí, têm 28 dias de mentorias para o desenvolvimento das soluções.

    O encerramento, em 25 de julho, inverte os papéis: os estudantes assumem o palco para apresentar suas propostas em formato de pitch. Jurados técnicos e os próprios demandantes avaliam as soluções, e os destaques são premiados. Equipes com propostas promissoras poderão ser convidadas pelos demandantes a dar continuidade ao desenvolvimento e a Incubintech realizará a aproximação e orientará os registros necessários.

    Palestrantes confirmados

    O evento de abertura contará com as presenças de Edney Souza, conhecido como “InterNey”, e de Júlia Peron Metzger, do canal Júlia Labs. Duas referências nacionais nas áreas de tecnologia e inovação.

    Premiação

    Os destaques da maratona serão contemplados com produtos eletrônicos repassados pela Receita Federal. Além de smartphones, patinetes elétricos, smartwatch e computadores, serão repassados videogames playstation 5.

    Vagas e formato das equipes

    A participação presencial está limitada considerando a disponibilidade do espaço, já a modalidade online é compatível com o número de mentores(as) disponíveis. As inscrições seguem ordem de chegada. As equipes podem ter até cinco integrantes e devem contar com um(a) mentor(a) — preferencialmente servidor(a) da Rede, mas também são aceitos profissionais do mercado e egressos como líderes de equipe.

    Como participar

    Estudantes e equipes: inscrições pelo site oficial do evento (https://tech.floripa.br/hackathon/).

    Instituições com desafios tecnológicos: gestores de universidades e institutos, órgãos públicos e empresas, com ou sem vínculo formal vigente com o IFSC, podem submeter seus desafios pelo formulário disponível na plataforma. O tipo de demanda prioritária envolve soluções em software e hardware: aplicativos, chatbots, portais, entre outros.

  • Chama Lilás: reuso de TV Boxes para alerta de emergência em caso de violências de gênero é desenvolvido por estudantes de engenharia elétrica

    Chama Lilás: reuso de TV Boxes para alerta de emergência em caso de violências de gênero é desenvolvido por estudantes de engenharia elétrica

    Violência de gênero cresce em todo o território nacional

    Uma equipe de estudantes do curso de Engenharia Elétrica do IFSC Florianópolis está desenvolvendo uma solução de baixíssimo custo para ajudar mulheres em situações de risco em locais públicos: um “botão de pânico” instalado em banheiros femininos de bares, restaurantes e casas noturnas, construído a partir da reutilização de TV Boxes recolhidos de circulação pela Receita Federal. O projeto, batizado de “Chama Lilás: acenda o alerta, chame ajuda!”, une engenharia, sustentabilidade e combate à violência de gênero.

    O dispositivo reutiliza aparelhos UniTV S1 confiscados pela Receita Federal — que seriam descartados. Os equipamentos são reprogramados com o sistema operacional Linux Armbian. Quando em operação, o sistema envia alertas instantâneos via aplicativos de mensagens para a equipe de segurança do estabelecimento assim que a vítima o aciona. O projeto também prevê integração com o aplicativo PenhaS, já utilizado na rede de apoio da região metropolitana de Florianópolis.

    O contexto é urgente: segundo o Conselho Nacional de Justiça (2026), mais de 1 milhão de novos casos de violência contra a mulher foram registrados apenas em 2025. Pesquisa do IPEC (2025) aponta que mais de um terço das mulheres já sofreram assédio em bares e casas noturnas. O Chama Lilás nasce como resposta técnica e social a esses números, a partir do protagonismo dos estudantes.

    Inovação com propósito

    Além do botão físico, o dispositivo inclui um alto-falante que reproduz mensagens de áudio sobre violência de gênero — funcionando também como ferramenta de conscientização no próprio espaço. A carcaça é impressa em 3D e protegida com sílica gel para instalação em banheiros. Um chip social da Vivo garante conectividade mesmo sem wi-fi. O diferencial frente às soluções comerciais é triplo: custo radicalmente reduzido (hardware já existente), reaproveitamento de eletrônicos ilegalmente recolhidos de circulação e integração nativa com aplicativos de suporte já utilizados pelas redes de proteção.

    Você pode colaborar!

    Neste momento, a equipe está coletando dados primários sobre percepções de segurança e violência de gênero em espaços públicos. A participação é aberta a toda a comunidade por meio deste formulário eletrônico: clique aqui.

    Os dados coletados serão fundamentais para orientar o desenvolvimento qualificado da solução e subsidiar futuras publicações acadêmicas.

    Sobre o projeto

    Título: Chama Lilás: acenda o alerta, chame ajuda!

    Estudantes: Gabriel Felipe de Moraes, Lucas Formentão Rodrigues e Raiani Ferrari Santos (Engenharia Elétrica do IFSC- Florianópolis)

    Coordenação interna: Prof. André Dala Possa, (andre.possa@ifsc.edu.br); LabCidig — Laboratório de Cidadania Digital.

    Parceiros externos: Receita Federal do Brasil, aplicativo PenhaS; Assessoria de Políticas Públicas para Mulheres e Igualdade de Gênero da Prefeitura de Florianópolis (PMF).

  • Câmpus Florianópolis tem máquina autônoma para distribuição de absorventes

    Câmpus Florianópolis tem máquina autônoma para distribuição de absorventes

    Nesta quinta-feira (28), no Dia Internacional da Dignidade Menstrual, o Câmpus Florianópolis do IFSC inaugurou o programa Acolhimento Menstrual. Desenvolvido em parceria com a startup QR→Pix→Go, a Incubintech e o Laboratório de Cidadania Digital, a iniciativa combina autoatendimento inteligente e gestão preditiva de insumos para combater a pobreza menstrual e reduzir a evasão escolar.

    Estudos nacionais apontam que cerca de 30% das estudantes brasileiras já faltaram às aulas por indisponibilidade de absorventes. O projeto transforma essa urgência em uma política de permanência estudantil, garantindo acesso gratuito, discreto e ágil a kits menstruais dentro do ambiente acadêmico. Jardel Godinho, aluno de Engenharia Mecatrônica e um dos idealizadores, explicou que a ideia surgiu da necessidade local. “Fomos provocados pelo Laboratório de Cidadania Digital a aplicar esse tipo de máquina para distribuição de absorventes, uma vez que trabalhamos com essas tecnologias de vending machine na empresa”, explica.

    Jornada Simplificada e Autônoma

    O equipamento opera por meio de uma tela touch independente: a usuária não precisa de smartphone, aplicativo ou conexão pessoal à internet. No primeiro acesso, um cadastro rápido garante o consentimento explícito para uso do serviço, com governança de dados sob responsabilidade do Laboratório de Cidadania Digital (DPO). Nas retiradas seguintes, a identificação via CPF libera o kit em menos de 30 segundos. Segundo Godinho, a máquina fornece um kit com dois absorventes, e tem limite de retirada mensal de 10 pacotes por CPF.

    Para Maria Eduarda Benites da Silva, aluna do bacharelado em Design, a nova modalidade traz mais agilidade no acesso aos itens básicos. “Eu acho muito importante, porque antes a gente tinha que se inscrever no programa e agora é só colocar os nossos dados e a gente já é aceita automaticamente. E é muito importante também, porque às vezes a pessoa não precisa de um pacote inteiro… é mais fácil de você vir aqui e buscar dois absorventes”, conta.

    Além da praticidade, o design e o posicionamento da máquina foram pensados para garantir conforto às alunas. “Eu acho uma ideia genial, porque você não precisa ter contato com ninguém. Se você tem vergonha, aqui você vem num cantinho, você pega, você seleciona o seu fluxo, que é muito importante… é algo que você se sente muito mais protegida”, complementa a aluna do curso de Design.

    Inovação, Governança e Dados Sociais

    O sistema possui monitoramento de estoque em tempo real. Como destacou o estudante Jardel Godinho, o projeto permitiu unir o desenvolvimento acadêmico a um propósito social. “Esse tipo de máquina vai ao encontro de tudo o que a gente aprende no curso. Ela faz uma mistura tanto da parte mecânica, da eletrônica, quanto do desenvolvimento de sistema. A gente tem uma previsão do consumo de acordo com o hábito, a gente tem previsão de ruptura de estoque, então, o reabastecimento é feito antes de a mercadoria acabar”, complementa.

    Além de garantir o acesso imediato aos itens, o piloto atua como gerador de evidências. Métricas anonimizadas de consumo são analisadas para subsidiar o poder público e demonstrar “que existe essa demanda reprimida. E possa mostrar para entes públicos que é uma necessidade, principalmente no ambiente escolar, e que eles se motivem a fazer mais iniciativas como essas”, ressaltou Jardel.

    Parcerias

    Os papéis no projeto se dividem entre a Incubintech, que fomenta o empreendedorismo da startup QR→Pix→Go (desenvolvedora da tecnologia), o Laboratório de Cidadania Digital (responsável por custear os insumos e atuar na governança dos dados) e o Câmpus Florianópolis, que cede a infraestrutura e o apoio institucional.

    Maria Luisa Hilleshein de Souza, assessora da direção de Ensino do Câmpus Florianópolis, ressalta que ações educativas de dignidade menstrual ocorrem na instituição e são muito importantes para o acolhimento. “A pobreza menstrual está em todo lugar e é fundamental que a gente dê esse suporte também com foco na permanência dos estudantes aqui no câmpus. A ideia é de dar a possibilidade para que as pessoas venham para a aula e permaneçam na instituição também durante o ciclo menstrual”, afirma a assessora.

    O projeto Acolhimento Menstrual é considerado o primeiro passo para o estabelecimento de uma política pública permanente. A comunidade está convidada a divulgar a novidade marcando o @cidigbr nas redes sociais, com o intuito de engajar as instituições públicas na expansão do programa para outras unidades e cidades de Santa Catarina.

  • Ação de Acolhimento Menstrual

    Ação de Acolhimento Menstrual

    Acolhimento Menstrual no IFSC: tecnologia, acesso e cuidado

    O Laboratório de Cidadania Digital (LabCidig) atua em parceria com os projetos hospedados na Pré-incubadora do IFSC-Florianópolis, a Incubintech. Este protótipo de vending machine está instalado no hall de acesso do IFSC Campus Florianópolis, para testes e validação com a comunidade acadêmica. Com tecnologia própria e registro de propriedade intelectual em andamento, trata-se da QR→PIX→GO, uma iniciativa que busca democratizar o acesso a itens comerciais com preço justo, facilidade logística e inteligência de mercado.

    Como funciona

    Toda a interação é realizada diretamente na tela touchscreen da máquina:

    1. Selecione o tipo de absorvente
    2. Preencha o cadastro rápido (nome, contato, CEP) – dados protegidos por LGPD
    3. Confirme a retirada e retire seus absorventes gratuitamente
    4. Seus feedbacks anônimos ajudam a aprimorar o sistema

    Por que essa iniciativa?

    Todos sabemos, mas não custa relembrar: negócios devem antes de tudo amenizar ou mesmo suprimir uma dor social. E, sensibilizados com a descontinuidade do programa Dignidade Menstrual, percebemos nessa demanda uma oportunidade para pilotar nosso protótipo dentro do IFSC-Florianópolis. Então, ao utilizar essa máquina, você está colaborando voluntariamente para o desenvolvimento de tecnologias sociais. Nos comprometemos em resguardar todos os seus dados, jamais iremos expor nomes ou outras informações pessoais.

    Com a rotina de uso deste equipamento, conseguiremos identificar possibilidades de melhorias e ao mesmo tempo, se o funcionamento e demanda crescerem juntos, buscaremos recursos para ampliar a política pública de assistência primária no contexto da saúde da mulher.

    A distribuição dos absorventes é gratuita, a cidadã beneficiada não tem custos! Cadastre-se, aproveite o benefício e multiplique essa ideia com suas amigas e colegas!

    Segurança dos dados

    Comprometemo-nos com a minimização de dados e conformidade com a LGPD. Todas as informações coletadas são:

    • Criptografadas em trânsito (HTTPS) e em repouso
    • Armazenadas com acesso restrito à equipe técnica do LabCidig
    • Utilizadas exclusivamente para operação, melhoria do serviço e prestação de contas institucionais
    • Passíveis de exclusão mediante solicitação do titular

    Conheça em detalhes os Termos de Uso e Política de Privacidade

    Equipe Responsável

    Conheça os profissionais e pesquisadores que idealizaram, coordenam e supervisionam o desenvolvimento da vending machine QR→PIX→GO e a política de acolhimento menstrual no IFSC.

    Idealização

    Jardel Carlos Godinho Discente de Engenharia Mecatrônica
    IFSC Campus Florianópolis

    Coordenação Técnica

    Gregory Chagas da Costa Gomes Mestre em Engenharia Mecânica
    Docente do IFSC Campus Florianópolis

    Supervisão Estratégica

    André Dala Possa Doutor em Ciências da Comunicação
    ECA/USP
    Docente do IFSC Campus Florianópolis

    Iniciativa vinculada ao Laboratório de Cidadania Digital (LabCidig) e à Incubintech.

    Como apoiar esta iniciativa

    Esta tecnologia só ganha escala com a adesão da comunidade. Você pode ajudar de várias formas:

    • Indique o projeto para iniciativas públicas, secretarias de educação ou saúde
    • Apoie individualmente por meio de custeio de insumos
    • Compartilhe esta página em suas redes sociais para alcançar mais pessoas
    • Converse com colegas e mobilize sua rede para lutar por mais pontos de acolhimento
    • Envie suas ideias para tornar este projeto permanente, especialmente em escolas e espaços públicos

    Parcerias Institucionais

    Dados da Organização
    Dados do Contato
    Interesse em Parceria

  • Maio Laranja: Seminário une ciência e poder público para fortalecer a Rede de Proteção à Infância e Adolescência em Florianópolis

    Maio Laranja: Seminário une ciência e poder público para fortalecer a Rede de Proteção à Infância e Adolescência em Florianópolis

    Evento abordará Proteção, Escuta Especializada e Cidadania Digital no enfrentamento às violências sexuais contra crianças e adolescentes

    Em alusão a campanha de conscientização e enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil, Maio Laranja, o Laboratório de Cidadania Digital do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC – LabCidig) em parceria com a Assessoria da Infância e Juventude, da Prefeitura de Florianópolis e o SEST SENAT, promove, no dia 18 de maio, o Seminário Maio Laranja – Proteção, Escuta Especializada e Cidadania Digital na Rede Municipal de Florianópolis. 

    A iniciativa, que acontecerá das 8h às 12h, no auditório do IFSC Câmpus Florianópolis, com participação presencial e transmissão online, tem como objetivo fortalecer a rede de proteção de crianças e adolescentes diante dos desafios contemporâneos, especialmente no enfrentamento às violências sexuais.

    Integrando a programação da campanha nacional Maio Laranja, o seminário propõe um espaço de formação, articulação e troca de experiências entre profissionais, pesquisadores, extensionistas, estudantes, gestores públicos e representantes da governança que atuam diretamente no atendimento, prevenção, acolhimento e encaminhamento de situações de violência.

    A proposta é reunir trabalhadores e gestores dos equipamentos públicos municipais, como CRAS, CAPS, unidades da assistência social, saúde, educação, direitos humanos e demais instituições que compõem o sistema de garantia de direitos de crianças e adolescentes em Florianópolis.

    Segundo a secretária de Assistência Social de Florianópolis, Luciane dos Passos, este encontro nasce da necessidade de fortalecer, cada vez mais, a rede de proteção às crianças e adolescentes na Capital. “Quando falamos em práticas integradas, responsáveis e humanizadas, estamos falando sobre garantir que cada atendimento aconteça de forma articulada, acolhedora e segura, respeitando as especificidades de cada situação e colocando a proteção integral como prioridade. Mais do que discutir protocolos, este encontro reafirma o nosso compromisso coletivo com o cuidado, a proteção e a garantia de direitos das crianças e adolescentes”. 

    Os interessados em participar do Seminário Maio Laranja devem realizar inscrição prévia pelo site eventos.ifsc.edu.br/maiolaranja2026. As vagas para participação presencial são limitadas e estarão sujeitas à capacidade do espaço. Já para quem deseja acompanhar o evento de forma online, também é necessário efetuar a inscrição pelo mesmo link.