Equipamentos eletrônicos que seria destruídos podem virar novos produtos e ajudar a sociedade
O programa Receita Cidadã, da Receita Federal, e o Laboratório de Cidadania Digital do IFSC ampliaram os termos da parceria institucional nesta quarta-feira (11). A partir de projeto apresentado pelo professor André Dala Possa, em 2014, e atualizado em 2025, o IFSC recebe mercadorias de diversas naturezas, principalmente descaminho. Os itens são doados pela Receita Federal para ampliar o alcance das atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão – sempre dentro de programas ou projetos. O repasse realizado em 11 de março totaliza R$ 205,23 mil e será destinado para premiações de estudantes participantes das maratonas de inovação (hackathons) organizados pelo Laboratório de Cidadania Digital dentro das unidades curriculares que integram a estratégia de curricularização da extensão.
Na avaliação do coordenador do programa no IFSC-Florianópolis, professor André Dala Possa, essa parceria é estratégica em vários aspectos, principalmente quanto à possibilidade de inovar e motivar os estudantes em torno de desafios complexos com potencial para impacto social.
“Nossos estudantes são desafiados dentro dos princípios da extensão a aplicarem seus conhecimentos, habilidades e competências para criar novos usos a produtos como cigarros eletrônicos e os populares ‘TVBox’. Com isso, vamos além dos conteúdos teóricos, engajamos as turmas e geramos possibilidade de transformação social”, disse.
Para a analista tributária da Receita Federal do Brasil, Maria Cristina Galloti, a Receita Federal apoia iniciativas como essas, voltadas à formação de professores e ao desenvolvimento de competências digitais nas escolas, para fortalecer a cidadania fiscal desde a base educacional.
“Os esforços da Receita Federal somados ao do IFSC preparam cidadãos mais conscientes e participativos. Da mesma forma, as maratonas de inovação promovidas em ambiente de ciência e tecnologia abrem espaço para que conhecimento e criatividade se transformem em soluções sustentáveis para mercadorias que, normalmente, precisariam ser destruídas”, comemorou.
