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  • Laboratório de Cidadania Digital iniciará operação em sede própria dia 23 de abril

    Laboratório de Cidadania Digital iniciará operação em sede própria dia 23 de abril

    Coordenador apresenta a origem e os principais projetos do LabCidig

    Localizado no hall de acesso de pedestres do Câmpus Florianópolis, o Laboratório de Cidadania Digital do Instituto Federal de Santa Catarina (LabCidig/IFSC) iniciará oficialmente suas operações em 23 de abril. Embora tenha sido criado e atue desde 2018, é a primeira vez que o Laboratório terá um espaço próprio para concentrar suas atividades em Santa Catarina. Conceitualmente, a metodologia de trabalho nasceu a partir de pesquisa em rede envolvendo num primeiro momento a Escola do Futuro e o Centro Internacional Atopos, ambos da Universidade de São Paulo (USP). “Um dos primeiros resultados internos ao IFSC de impacto que considero relevante nessa trajetória de coletiva inquietação científica com os modelos tradicionais de ensino é o edital de protagonismo discente, que lançamos coletivamente pela Diretoria de Extensão da PROEX de forma coletiva e inédita em 2018″, lembrou o coordenador da iniciativa, professor André Dala Possa.

    O LabCidig atua como núcleo de ensino, pesquisa e extensão, com foco em cidadania digital, inovação educacional, compreensão e prevenção de novos fenômenos associados às violências cibernéticas e promoção dos direitos humanos no contexto da cultura digital. “A educação básica, principalmente o Ensino Médio, tem recebido atenção quanto ao impacto da cultura digital. Mas, nem sempre foi assim e em alguns contextos ainda temos resquícios de debates dicotômicos clássicos como permitir ou proibir, ser bom ou ruim, explorar ou ignorar (…) e tudo isso diverge das tendências contemporâneas. Viver OnLIFE não é mais uma escolha. Portanto, precisamos compreender como exercer cidadania num mundo multitelas, permeado por algoritmos. Sem essas competências, a sociedade fica limitada em sua capacidade de desenvolvimento pleno”, reforçou André.

    Como funciona na prática?

    O LabCidig foi concebido como uma base de articulação acadêmica e operacional para projetos voltados à formação continuada das famílias, dos estudantes, da governança e dos profissionais da educação. Por meio das chamadas ecologias conectivas, especialistas de 85 instituições científicas se concentram na experimentação de soluções educacionais alinhadas aos desafios contemporâneos da vida OnLIFE. “Empreendemos trilhas de microformações, experiências plugadas e desplugadas, produção de materiais didáticos e informativos, conteúdos audiovisuais e gráficos, mentorias e consultorias para o desenvolvimento de soluções em plataformas digitais com potencial de impacto social para diferentes territórios brasileiros – sempre a partir das escolas”, explicou o coordenador do programa, professor André Dala Possa.

    Do ponto de vista acadêmico-científico, o laboratório atua em articulação com a Rede Internacional de Educação OnLIFE (RIEOnLIFE) e a Immersive Learning Networking (iRLN). Com encontros cíclicos há quase uma década, instituições nacionais e estrangeiras concentram esforços na compreensão dos impactos da chamada digitalização de tudo. As primeiras ações de aproximação do professor André Dala Possa ocorreram durante sua pesquisa de tese de doutorado, na Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP), entre 2014 e 2018. Desde então, os vínculos geraram projetos de TCC, PI, Extensão, Pesquisa, novos editais para equipes de competição, diretrizes para políticas públicas, publicações científicas, eventos, formações de formadores, produtos tecnológicos e outras vivências imersivas que viabilizaram em 2023 a captação de orçamento para a sede física própria. “Em 2024 a FAPESC aprovou projeto para investimento numa infraestrutura básica de orientação, pesquisa e produção de conteúdos para ensino e extensão de 11 municípios quanto às cyber harm. Depois, ampliamos parcerias para hospedar projetos de maior lastro frente nossa metodologia, intensificando relacionamento com o programa Receita Cidadã, da Receita Federal do Brasil, e acolhendo bolsistas multiprofissionais do ecossistema que pertencemos. Assim, obtivemos êxito noutras captações junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e à deputada federal por Santa Catarina, Daniela Reinehr. Com isso, dado o apoio estratégico do IFSC-Florianópolis, atuamos com nove bolsistas diretos entre discentes e servidores e 16 especialistas associados esporádicos”, comemorou André.

    Momento estratégico

    A inauguração operacional do espaço físico dentro do IFSC-Florianópolis está agendada para dia 23 de abril e ocorre num contexto em que a educação digital ganha centralidade nas políticas públicas. A proposta do LabCidig dialoga com a Política Nacional de Educação Digital e com o Currículo de Educação Digital de Santa Catarina, que orientam sistemas, redes e instituições para uma postura ativa, crítica, ética e segura das tecnologias na formação de estudantes e profissionais da educação. Nesse cenário, o LabCidig se posiciona de forma ainda mais contundente como uma instância estratégica para experimentação, formação e apoio a políticas educacionais conectadas à realidade das escolas e arranjos produtivos locais catarinenses.
    Entre os projetos em andamento, destacam-se a consolidação do ecossistema Cidig com plataforma própria (sempre experimental) de formação e diagnóstico em cidadania digital; a ampliação de trilhas formativas voltadas a estudantes, educadores, famílias e governança; e, novas ações de pesquisa e extensão voltadas à prevenção de violências cibernéticas, conscientização e combate ao tráfico de pessoas, o uso ético da inteligência artificial e à integração curricular da educação digital.

    “É claro que no dia a dia do Câmpus o LabCidig tende a impactar na formação integral dos estudantes, reforçando vínculos, impelindo maior engajamento das turmas no ensino, na pesquisa e na extensão. Mas, enquanto política pública, a população é a principal beneficiada. Em nossas campanhas, produzimos e distribuímos ebooks e livros físicos, adultos e infantis de abordagem preventiva; oficinas; palestras; formações de curta e média duração; maratonas de inovação (hackathons), ações sociais, mutirões temáticos (…)”, sintetizou André.
    Para concluir o coordenador do LabCidig destacou que nas ecologias conectivas são realizadas atividades planejadas e intencionais para a interação consciente e qualificada da sociedade com pautas complexas, priorizando públicos estratégicos com potencial de multiplicadores, como exemplo de ir além das escolas, André citou o envolvimento de agentes comunitários de saúde e dos profissionais de saúde mental do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

    Enquanto espaço aberto ao diálogo acadêmico, o LabCidig mantém aqui em sua página web um cadastro de especialistas interessados em colaborar nos projetos. Para receber as novidades sobre oportunidades e conteúdos, basta preencher o cadastro.

  • BNCC-Computação: evento marca encerramento de formação básica de professores no Vale do Itajaí

    BNCC-Computação: evento marca encerramento de formação básica de professores no Vale do Itajaí

    Projetos desenvolvidos desde 2025 em 41 escolas mostram o potencial da cultura digital na educação pública

    Emoção, protagonismo e inovação marcaram o evento de encerramento da formação continuada “Educação em Computação na Contemporaneidade”, realizado no dia 20 de março, no auditório da Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Blumenau. Promovida pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), em parceria com a CRE-Blumenau, a iniciativa reuniu 12 equipes finalistas, representantes de escolas de toda a região para a apresentação de projetos pedagógicos desenvolvidos ao longo da formação.

    O encontro celebrou a culminância de um processo iniciado em 2025 que envolveu mais de 40 escolas, mobilizando professores, gestores e estudantes na implementação da BNCC-Computação na Educação Básica. Ao longo da manhã da sexta (20) o público acompanhou 12 apresentações em formato de pitch, nas quais as equipes finalistas compartilharam experiências que integram tecnologia, pensamento computacional e desafios reais do cotidiano escolar nos seus respectivos territórios.

    Para a articuladora da formação pela CRE-Blumenau, Lisandra Inês Herpich, os projetos desenvolvidos evidenciam o potencial transformador da educação quando articulada à cultura digital. “Vimos a evolução dos temas semana a semana e conseguimos perceber que nossos educadores e estudantes estão atentos e mais preparados para lidar com pautas como segurança na internet, mudanças climáticas, identidade, violência de gênero, sustentabilidade e análise de dados”, comemorou. As sequências didáticas foram planejadas e executadas de forma interdisciplinar, conectando diferentes áreas do conhecimento. As apresentações foram marcadas por entusiasmo e envolvimento das equipes, que demonstraram domínio dos conteúdos e forte vínculo com as problemáticas abordadas.

    Parcerias que ampliam o alcance da educação pública

    A formação é resultado de uma articulação institucional robusta, que envolve, além do IFSC e da CRE-Blumenau, programas institucionais como o + Ciência na Escola, o Laboratório de Cidadania Digital (LabCidig) e o Receita Cidadã, da Receita Federal do Brasil. A presença da Receita Federal no projeto evidencia uma dimensão estratégica: a destinação de mercadorias apreendidas para fins educacionais, contribuindo para a realização de atividades práticas, inovação pedagógica e estímulo ao protagonismo estudantil. As escolas premiadas receberão ao todo mais de R$ 200 mil em equipamentos, incluindo espaços makers do + Ciência na Escola e reforço de equipamentos para qualificação da cidadania digital, como câmeras, microfones, drones e computadores.

    Para a Coordenadora Regional de Educação de Blumenau, Cleusa Furtado Kratz, a iniciativa representa um avanço importante na consolidação da BNCC-Computação no território. “Estamos vivenciando um movimento de transformação pedagógica muito significativo, e tenho certeza que essa metodologia é adequada para outras regiões, Santa Catarina merece um programa sólido e responsável como esse. As escolas estão incorporando novas metodologias e fortalecendo o pensamento computacional de forma contextualizada e criativa”, avaliou.

    Ao longo da formação, os participantes foram desafiados a desenvolver sequências didáticas alinhadas ao pensamento computacional, mobilizando conceitos como decomposição, reconhecimento de padrões, abstração e construção de algoritmos. “Eu sou apaixonada pelo programa que criamos a muitas mãos. Hoje é um dia de celebração. As experiências que vimos aqui mostram que é possível traduzir diretrizes curriculares em práticas significativas, conectadas com a realidade dos estudantes. Estamos falando de uma educação que forma sujeitos críticos, criativos e capazes de atuar no mundo contemporâneo”, comemorou a diretora executiva do IFSC, professora Ana Paula Kuczmynda da Silveira, que coordenou o projeto desde a concepção ainda quando atuava como diretora-geral do IFSC-Gaspar.

    A Receita Federal do Brasil esteve representada pelo delegado adjunto Marcelo Stoiani Nercolini e pelo analista tributário Kelcio Cesar Goedert. Presentes durante todo o evento, Marcelo participou como avaliador dos pitches e já na sua fala na mesa de abertura conclamou os profissionais da educação para que perseverem.  “Não deixem as boas iniciativas morrerem. Iniciativas como essa são estratégicas para o desenvolvimento social e humano do nosso país. Precisamos que vocês não desistam e mantenham um processo de crescimento e qualificação dos projetos em suas escolas. Infelizmente temos esse problema no Brasil: boas ideias têm duração curta. Nós queremos que vocês continuem e para colaborar oferecemos incentivos como a premiação oferecida por meio do Receita Cidadã”, disse.

    Vencedores da categoria “Melhor Pitch

    Durante as 12 apresentações, em pitches cronometrados de até 5 minutos, os professores defenderam suas escolhas metodológicas, destacaram os resultados e o potencial de replicabilidade das estratégias. Uma banca pública, composta por especialistas convidados, atribuiu notas em seis critérios. Por meio de plataforma exclusiva do LabCidig, as avaliações foram computadas e, assim, a plateia conheceu os destaques: 

    EscolaNota finalEducadores(as)
    EEB Bruno Hoeltgebaum94,29Daniela Steinheuzer
    Ingelore Otto
    Frei Policarpo90,54Jhone Heitor Theiss
    Lidiane Reinert
    Wagner Adriana Volles
    Christoph Augenstein88,75Ariana Helena Silva de Souza
    Mariene Fischer Nunes
    Jaqueline Zeferino
    Victoria de Oliveira Silva

    As integrantes da equipe campeã receberam smartphones e as três escolas que subiram ao palco na categoria melhor pitch foram premiadas com uma consultoria exclusiva do LabCidig para fortalecer as ações de promoção de Cidadania Digital. Conforme o coordenador do laboratório, professor André Dala Possa, o trabalho conjunto já iniciará em abril. “Essa parceria entre o IFSC, a Secretaria Estadual de Educação e a Receita Federal tornarão as escolas referência em cidadania digital. Vamos promover um diagnóstico integral com os educadores, famílias e gestores locais. Durante 18 meses estaremos lado a lado com a rede para contribuir com estratégias de produção de conteúdos, experimentação de metodologias inovadoras e avaliação contínua dos impactos. Graças às doações do Receita Cidadã poderemos ousar nos projetos, melhorando a infraestrutura das escolas e realizando oficinas com cada comunidade escolar”, falou.

    Vencedores da categoria Relatório Crítico-Reflexivo

    Cada uma das 12 equipes finalistas produziu um relatório técnico, com registros fotográficos, análise de resultados e qualificação das metodologias propostas e executadas. Esses documentos foram distribuídos para avaliação ad hoc, e assim conhecemos as três escolas contempladas com espaços makers, financiados pelo programa + Ciência na Escola do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI) do Governo Federal.

    EscolaEducadores(as)
    EEB Christoph AugensteinAriana Helena Silva de Souza
    Mariene Fischer Nunes
    Jaqueline Zeferino
    Victoria de Oliveira Silva
    EEB Senador Evelásio VieiraPriscilla Sayuri Saito de Oliveira
    Luan de Pinho
    Cristiane dos Santos Mendes
    EEB Pe. José MaurícioGiovani Vendrami
    Joel de Souza

    Cada espaço maker é composto por itens diversos ligados à metodologia STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). Na prática, são ambientes de estudos orientados para a prática de prototipagem, fabricação digital, robótica e eletrônica. O coordenado do + Ciência na Escola no IFSC, professor Glauco Cardozo destacou que o foco da parceria com as escolas premiadas é o protagonismo discente. “Como educadores da rede federal, queremos que as escolas de todo o Estado vivam a ciência e a tecnologia com o mesmo entusiasmo que nós vivemos no IFSC. Vamos melhorar a infraestrutura desses ambientes e oferecer conhecimento aplicado para engajar os estudantes e professores locais em experiências mais transformadoras”, antecipou.

  • Receita Cidadã e Laboratório de Cidadania Digital ampliam parcerias

    Receita Cidadã e Laboratório de Cidadania Digital ampliam parcerias

    Equipamentos eletrônicos que seria destruídos podem virar novos produtos e ajudar a sociedade

     

    O programa Receita Cidadã, da Receita Federal, e o Laboratório de Cidadania Digital do IFSC ampliaram os termos da parceria institucional nesta quarta-feira (11). A partir de projeto apresentado pelo professor André Dala Possa, em 2014, e atualizado em 2025, o IFSC recebe mercadorias de diversas naturezas, principalmente descaminho. Os itens são doados pela Receita Federal para ampliar o alcance das atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão – sempre dentro de programas ou projetos. O repasse realizado em 11 de março totaliza R$ 205,23 mil e será destinado para premiações de estudantes participantes das maratonas de inovação (hackathons) organizados pelo Laboratório de Cidadania Digital dentro das unidades curriculares que integram a estratégia de curricularização da extensão.

    Na avaliação do coordenador do programa no IFSC-Florianópolis, professor André Dala Possa, essa parceria é estratégica em vários aspectos, principalmente quanto à possibilidade de inovar e motivar os estudantes em torno de desafios complexos com potencial para impacto social.

    “Nossos estudantes são desafiados dentro dos princípios da extensão a aplicarem seus conhecimentos, habilidades e competências para criar novos usos a produtos como cigarros eletrônicos e os populares ‘TVBox’. Com isso, vamos além dos conteúdos teóricos, engajamos as turmas e geramos possibilidade de transformação social”, disse.

    Para a analista tributária da Receita Federal do Brasil, Maria Cristina Galloti, a Receita Federal apoia iniciativas como essas, voltadas à formação de professores e ao desenvolvimento de competências digitais nas escolas, para fortalecer a cidadania fiscal desde a base educacional.

    “Os esforços da Receita Federal somados ao do IFSC preparam cidadãos mais conscientes e participativos. Da mesma forma, as maratonas de inovação promovidas em ambiente de ciência e tecnologia abrem espaço para que conhecimento e criatividade se transformem em soluções sustentáveis para mercadorias que, normalmente, precisariam ser destruídas”, comemorou.

    Três pessoas em pé ao redor de uma mesa com eletrônicos expostos, em uma sala interna. Sobre a mesa há caixas de videogame, celulares e outros equipamentos, com uma placa da Receita Federal ao centro.
    Receita Cidadã e IFSC são parceiros em várias frentes desde 2014
  • Cidadania Digital na Infância: proteção de Crianças e Adolescentes na Internet

    Cidadania Digital na Infância: proteção de Crianças e Adolescentes na Internet

    A Ascensão da Cidadania Digital e os Desafios da Proteção Online para Menores

    Em um mundo cada vez mais conectado, a internet se tornou um palco central para o desenvolvimento, a socialização e a educação de crianças e adolescentes. No entanto, essa vasta paisagem digital, repleta de oportunidades, também esconde perigos significativos que exigem atenção e ação proativas. A construção de uma sólida cidadania digital é fundamental para garantir que os jovens possam usufruir dos benefícios da tecnologia de forma segura e responsável.

    A exposição a conteúdos inadequados, o cyberbullying, o assédio online e a exploração sexual são apenas alguns dos riscos que os menores podem enfrentar. A falta de supervisão e conhecimento, tanto por parte dos pais quanto das próprias crianças, pode torná-los vulneráveis a essas ameaças, comprometendo seu bem-estar físico e psicológico.

    Diante desse cenário, o Laboratório de Cidadania Digital do IFSC-Florianópolis une-se a pais, educadores e a sociedade em geral para debater estratégias à criação de ambientes digitais mais seguros. A legislação brasileira tem buscado acompanhar essa evolução, com iniciativas que visam coibir crimes e proteger os mais jovens, como a Lei nº 15.211, de 2025, que trata de crimes cibernéticos e a proteção de dados, conforme divulgado pelo Planalto.

    A Importância da Cidadania Digital para o Desenvolvimento Saudável

    A cidadania digital vai além do simples uso da tecnologia. Ela engloba o entendimento dos direitos e deveres online, a capacidade de discernir informações confiáveis, a ética nas interações virtuais e a proteção da própria identidade e privacidade. Para crianças e adolescentes contemporâneos, desenvolver essas habilidades desde cedo é parte da formação como cidadãos conscientes e atuantes na sociedade contemporânea. A escola, torna-se espaço de construção de importância sublinhada para essa rede de proteção.

    Promover a cidadania digital significa dar aos jovens as ferramentas necessárias para navegar na internet de forma crítica e segura. Isso inclui ensiná-los sobre os perigos potenciais, como a disseminação de notícias falsas, o compartilhamento excessivo de informações pessoais e os riscos de interagir com estranhos online.

    Riscos no Universo Digital: Uma Ameaça Constante

    Os perigos no ambiente online são multifacetados e em constante evolução. O cyberbullying, por exemplo, pode causar danos emocionais profundos, levando à ansiedade, depressão e isolamento social. A exposição a conteúdos violentos, pornográficos ou que incitem o ódio pode distorcer a visão de mundo dos jovens e impactar negativamente seu desenvolvimento.

    A FADC (Fundação de Avaliação e Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia) aponta que a falta de preparo dos pais e responsáveis em lidar com essas questões contribui para a vulnerabilidade dos menores. É essencial que os adultos busquem conhecimento e ferramentas para acompanhar e orientar os jovens em suas jornadas online.

    Estratégias de Proteção e Prevenção para um Ambiente Online Seguro

    A proteção das crianças e adolescentes no universo digital requer uma abordagem combinada. A educação é a pedra angular, com pais e escolas ensinando sobre segurança online, “etiqueta digital” e os perigos de compartilhar informações pessoais. Estabelecer regras claras sobre o tempo de tela e os tipos de conteúdo acessados também é fundamental.

    Ferramentas de controle parental podem ser aliadas importantes, mas não substituem o diálogo aberto e contínuo com os jovens. É vital criar um ambiente de confiança onde eles se sintam à vontade para compartilhar suas experiências online, sejam elas positivas ou negativas, permitindo a intervenção e o suporte necessários.

    O Papel da Legislação e da Responsabilidade Coletiva

    A legislação, como a Lei nº 15.211 de 2025, é um passo importante para coibir crimes e punir os responsáveis por práticas ilícitas no ambiente digital. No entanto, a efetividade dessas leis depende da conscientização e da colaboração de toda a sociedade. A denúncia de conteúdos e comportamentos suspeitos é um ato de cidadania essencial para a proteção dos mais vulneráveis.

    Promover a cidadania digital é um esforço contínuo que exige a participação ativa de pais, educadores, órgãos governamentais e da própria indústria tecnológica. Somente através de uma frente unida será possível garantir que o universo digital seja um espaço de aprendizado, crescimento e diversão, livre das ameaças que podem comprometer o futuro de nossas crianças e adolescentes.

  • Contorno Viário da BR-101/SC: IFSC faz pesquisa com a comunidade sobre impactos na qualidade de vida

    Contorno Viário da BR-101/SC: IFSC faz pesquisa com a comunidade sobre impactos na qualidade de vida

    Levantamento participativo está levantando informações com moradores e trabalhadores da Grande Florianópolis durante todo o mês de novembro sobre mobilidade após a inauguração do Contorno Viário. Questionário leva de 8 a 10 minutos e pode ser respondido on-line.

    O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC – Câmpus Florianópolis) deu início hoje a etapa de coleta de dados do projeto de Ensino, Pesquisa e Extensão “Contorno Viário da BR-101/SC: avaliação dos impactos na qualidade de vida na Grande Florianópolis”. A iniciativa está sob coordenação dos professores André Dala Possa e Márcia Eunice Lobo e tem a participação de estudantes dos cursos de Engenharia Civil, Eletrônica, Mecatrônica e Elétrica. O objetivo é ouvir a comunidade sobre as mudanças percebidas após a entrega do Contorno Viário — como tempo de deslocamento, fluidez do trânsito, segurança viária e acesso a serviços.

    Como participar

    • Quem pode responder: pessoas a partir de 18 anos que moram ou trabalham na Região Metropolitana da Grande Florianópolis.
    • Tempo estimado de preenchimento: 8 a 10 minutos.
    • Período: de 1º a 30 de novembro de 2025.
    • Para participar, clique aqui!

    Privacidade e segurança dos Dados

    A pesquisa é acadêmica e integra projeto de curricularização da extensão no ensino superior. Portanto, segue os princípios éticos e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). As respostas são anônimas, tratadas apenas de forma agregada, não há exposição de dados individualizados em nenhuma hipótese. Os dados ficam armazenados em ambiente seguro do IFSC, sob guarda dos professores responsáveis, e os campos de contato são opcionais, usados somente para devolutiva dos resultados à comunidade que desejar conhecer o relatório específico dessa etapa da pesquisa em primeira mão no final do ano. As informações obtidas por meio do projeto também serão divulgadas à governança e comunidade, com indicação das próximas ações pensando principalmente mobilidade urbana, infraestrutura viária e qualidade de vida.

  • Alfândega da RFB visita Laboratório de Cidadania Digital para parceria

    Alfândega da RFB visita Laboratório de Cidadania Digital para parceria

    Três analistas tributários da Alfândega da Receita Federal do Brasil visitaram o câmpus Florianópolis do IFSC na manhã da segunda-feira, 21 de julho. O objetivo da reunião foi discutir as diretrizes de um programa de Ensino, Pesquisa e Extensão que some esforços institucionais para a promoção da cidadania. Os analistas tributários Maria Cristina Gallotti, Nilo de March e Cristine Reinbrecht foram recebidos pelo professor André Dala Possa, articulador de projetos envolvendo estratégias de cidadania digital, empreendedorismo e inovação.

    “Buscamos a Receita Federal porque já tivemos parcerias sólidas no passado e infelizmente pós-pandemia algumas ações ficaram de lado. Hoje, recomeçamos o planejamento de atividades em cooperação para beneficiar nossa comunidade no ensino, na pesquisa e na extensão,” disse André Dala Possa.

    Após conhecerem de perto o trabalho do Programa de Cidadania Digital do IFSC, os visitantes foram apresentados ao diretor-geral do Câmpus, prof. Zízimo Moreira Filho, e a alguns projetos do espaço coworking – como a equipe de robótica e o barco solar.

    O que vem por aí?

    Inspirados pela experiência de São Paulo, IFSC e Alfândega da RFB em Florianópolis pretendem lançar no segundo semestre um hackathon – competição orientada na qual equipes buscam soluções para problemas reais, que devem impactar positivamente a sociedade.

    Outra iniciativa discutida na reunião é a oferta de cursos de Formação Fiscal para a comunidade IFSC, com envolvimento direto de estudantes na facilitação e escala de turmas para o público em geral. O edital de chamamento para equipes interessadas no hackathon será publicado no início do próximo semestre letivo e embora ainda não estejam definidos os desafios já é possível informar que as equipes vencedoras receberão prêmios doados pela própria Receita Federal. Mais informações em breve.

  • I Fórum das Engenharias propõe soluções reais para cidades inteligentes

    I Fórum das Engenharias propõe soluções reais para cidades inteligentes

    O Fórum Participativo de Extensão das Engenharias do IFSC – Câmpus Florianópolis iniciou sua primeira edição com casa cheia e debates potentes sobre o papel da engenharia na construção de cidades mais inteligentes, inclusivas e sustentáveis. Com o tema “Cidades Inteligentes e Futuros Possíveis”, o evento articula práticas acadêmicas, saberes comunitários e políticas públicas, abrindo espaço para que estudantes, professores, lideranças da governança, especialistas e sociedade civil dialoguem sobre os desafios e caminhos possíveis para a transformação urbana.

    O encontro integra a curricularização da extensão por meio da unidade curricular “Engenharia, Sociedade e Cidadania”, que destina 50% da carga horária exclusivamente para atividades extensionistas. Como destacou a professora Márcia Lobo, os estudantes assumem protagonismo na proposição de projetos e na organização do evento, colocando em prática os conhecimentos adquiridos ao longo do semestre e estabelecendo conexões reais com as demandas do território. “Essa é uma unidade que permite trabalhar temas que atravessam todas as engenharias. Aqui temos estudantes da civil e da elétrica, mas os temas estão presentes em todas”, enfatizou. Para ela, a experiência extensionista reforça o papel social da engenharia, conectando teoria, prática e comunidade de forma estruturante.

     “A ciência está desenvolvendo soluções a partir das turmas, a governança busca alternativas, mas como a comunidade recebe isso? Essa escuta é estratégica dentro da unidade curricular. É assim que se constrói uma engenharia que responda aos desafios contemporâneos, da mobilidade à transição energética”. professor Dala Possa ressaltou que o Fórum busca integrar diferentes perspectivas.

    a programação trouxe a mesa temática “Mobilidade Urbana Inteligente: conectando pessoas e oportunidades”, com especialistas do poder público, da UFSC e do LabTrans, que abordaram desde a gestão de dados para tomada de decisão até experiências de transporte público mais eficiente. Também foram apresentados pitches de projetos extensionistas voltados à segurança no comércio, acessibilidade no campo, prevenção de incêndios e ensino de eletricidade, demonstrando a diversidade e aplicabilidade das soluções desenvolvidas pelos estudantes.

    Energia limpa em rede

    A programação continua nesta sexta-feira, 18 de julho, com a mesa “Energia limpa em rede: transição, inovação e protagonismo regional”, que contará com a presença de especialistas da Celesc, do LabEEE/UFSC e docentes do IFSC. Em seguida, haverá nova rodada de apresentações de projetos, abordando temas como geração de energia com pastilhas piezoelétricas, plataformas de denúncia comunitária, inovação em energia solar e sustentabilidade aplicada. A transmissão ao vivo estará disponível no canal do YouTube do IFSC Florianópolis.

    O Fórum consolida-se como uma iniciativa estratégica para fomentar o protagonismo estudantil, a interdisciplinaridade e o compromisso social das engenharias. Ao estimular o contato direto com agentes produtivos, promover a escuta da comunidade e impulsionar redes de inovação colaborativa, o evento reforça o papel da educação pública como agente de transformação e construção de futuros possíveis.

  • Entrepontos: projeto acolhe mulheres em vulnerabilidade

    Entrepontos: projeto acolhe mulheres em vulnerabilidade

    Hoje teve início a execução do projeto de extensão Entrepontos, do Bacharelado em Design, em parceria com a Rede PAEFI/Prefeitura Municipal de Florianópolis

    São ofertadas 15 vagas. Além da acolhida às participantes, o profissional maquiador Marcelo Augusto de empresa parceira do comércio local realizou uma oficina de autocuidado & maquiagem. Entre pincéis, cores e sorrisos, as mulheres iniciaram uma rede de apoio à superação de vulnerabilidades, redescobrindo o poder de se olhar com carinho. Os estudantes extensionistas comemoraram o primeiro encontro:

    Este é só o início! Até o final do semestre ocorrerão mais três encontros focados em Vocação & expressão, Saúde & família, Caminhos profissionais e Certificação.

    “O cuidado externo foi nosso pretexto para nutrir a autoestima e abrir caminhos para autonomia profissional, que será explorada nas próximas oficinas”, disse a estudante da segunda fase de Design, Lavinya Carrazoni Fagundes.

    Desde o início do semestre a turma está dialogando com serviços públicos para constituir a rede autônoma de apoio às mulheres. Participam diretamente do projeto de extensão: o Sistema Único de Assistência Social (SUAS – CRAS e CREAS); o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial); o CREMV (Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência); o (NAVIT) Núcleo de Acolhimento às Vítimas de Crimes (MPSC); e a UniCesusc, por meio do projeto Maré.

  • Incubintech tem nova coordenação

    Incubintech tem nova coordenação

    O professor André Dala Possa, da área de ciência da comunicação, assumiu a coordenação do projeto de extensão que busca criar a primeira incubadora tecnológica do IFSC-Florianópolis, a Incubintech. O convite surgiu da gestão local quando da aposentadoria do então coordenador, professor Antonio Augusto Morini.

    “Estávamos trabalhando nos documentos norteadores e já lançamos uma primeira chamada de captação de ideias de novos negócios, que infelizmente não teve inscritos. Agora, com a entrada do professor André pretendemos continuar os processos e qualificar principalmente a captação de potenciais ideias que podem gerar inovação para Santa Catarina,” disse a bolsista e estudante de engenharia eletrônica, Letícia Rocha Pimentel de Souza.

    André disse que dedicará os primeiros meses de coordenação do projeto para revisar a documentação e articular parcerias para dar mais suporte aos potenciais incubados. “A documentação da incubadora é o primeiro desafio que identifiquei, precisamos regularizar a situação do espaço físico, dar natureza jurídica coerente à Incubintech e ampliar as parcerias para que de fato consigamos conectar as ideias internas ao ecossistema de inovação de Santa Catarina, um dos mais fortes do Brasil.”

    Novas chamadas no radar

    O novo coordenador da Incubintech disse ainda que a prática recorrente nas incubadoras é a manutenção de editais de fluxo contínuo, o que dá agilidade ao trabalho. No momento, não existem chamadas disponíveis. Em setembro de 2025 deverá ser lançada uma nova chamada para que os interessados – internos ao IFSC ou externo – submetam propostas de novos negócios para o mercado de ciência e tecnologia.

    Texto: Equipe Lab. Cidadania Digital | SC.

  • Competição de drones premia alunos da USP pelo uso de inteligência artificial para monitorar a biodiversidade

    Competição de drones premia alunos da USP pelo uso de inteligência artificial para monitorar a biodiversidade

    Evento que aconteceu em setembro, no Reino Unido, premiou projeto de alunos da Escola de Engenharia de São Carlos da USP na categoria de drone autônomo, que navega sem o auxílio de GPS, utilizando sensores e inteligência artificial

    Um drone projetado por estudantes de graduação de diversos cursos da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP e integrantes do Grupo Semear – Soluções em Engenharia Mecatrônica e Aplicação em Robótica – foi destaque durante a International Micro Air Vehicles Conference and Competition (Imav), a maior competição e conferência internacional na área de drones e veículos aéreos não tripulados. O evento aconteceu entre os dias 16 e 20 de setembro, na Universidade de Bristol, no Reino Unido. O projeto recebeu o prêmio de drone mais autônomo da competição e ficou em 3º lugar na categoria indoor.

    “Na área de sensoriamento, se destaca a odometria visual, que consiste no uso de câmeras em conjunto com algoritmos de visão computacional para mapear o ambiente ao redor do veículo, para que o equipamento seja capaz de se orientar durante suas atividades autônomas”, explica Vitor Garcia Ribeiro, estudante de Engenharia Mecatrônica na EESC e diretor do Núcleo de Robótica Aérea do Grupo Semear.

    Para o estudante, o sistema funcionou como o previsto, e a Harpia conseguiu percorrer e identificar pistas visuais de diferentes animais num circuito, como era proposto no desafio. “O equipamento respondeu muito bem, superou nossas melhores expectativas e conseguimos com ele não só alcançar a terceira colocação na categoria, como também lhe conferir, com muito orgulho, o prêmio de ‘Drone mais autônomo da competição’”, celebra Ribeiro.


    Neste ano, a competição teve como tema a preservação ambiental, desafiando os participantes a aplicarem as tecnologias de veículos aéreos não tripulados (Vants) para monitoramento e proteção da biodiversidade. O drone destacado desenvolvido pela equipe brasileira, que participou pela primeira vez da competição, chama-se Harpia. Ele foi projetado para navegar de forma autônoma em ambientes fechados e sem o auxílio de GPS, utilizando sensores e inteligência artificial.

    Atenção internacional

    O grupo também levou para a Imav o drone Carcará, projetado com o objetivo principal de realizar voos outdoors de mapeamento. “O equipamento foi feito com alumínio e fibra de carbono em sua estrutura, possui câmeras potentes e dois GPS para a navegação, além de outras tecnologias embarcadas, que lhe permite mapear áreas de preservação e identificar animais com o uso de inteligência artificial”, explica Ribeiro.

    O Carcará concorreu na categoria outdoor da competição e alcançou o 6º lugar. “Foi outro motivo de muita alegria e de recompensa pelo esforço, dedicação e aprendizado ao longo dos últimos 12 meses”, destaca o estudante da EESC.

    Os projetos dos drones apresentados no evento foram desenvolvidos sob a liderança de Marcelo Becker, professor no Departamento de Engenharia Mecânica da EESC, líder do Grupo de Robótica Móvel do SEM-EESC-USP e coordenador e membro do Conselho Diretor do Centro de Robótica de São Carlos (CRob-SC). Os projetos também tiveram apoio do Grupo Semear, do professor Glauco Caurin e também da Latam Airlines.

    Futuro

    Com os bons resultados obtidos na competição, o grupo acredita ter atraído atenção internacional aos projetos de robótica desenvolvidos na universidade. “Conseguimos trazer reconhecimento da engenharia brasileira e, principalmente, da excelência da nossa Escola. Esperamos que com essa iniciativa possamos evoluir ainda mais a área de robótica e drones no campus, e possibilitar a participação de outros eventos como esse, bem como ampliar o contato com profissionais e equipes de todo o mundo, o que é bastante enriquecedor”, ressalta Ribeiro.

    O grupo de estudantes agora avalia como próximo passo realizar uma ampla documentação de tudo que foi aplicado na competição. Além disso, eles passam a focar completamente na Competição Brasileira de Robótica (CBR), que acontece em novembro.

    “Esperamos que nosso desempenho reflita aquilo que alcançamos em contexto internacional. Será mais uma oportunidade de sermos expostos a desafios de engenharia reais, em escala ou não, e que nos preparam para o mercado de trabalho”, conclui o estudante.

    Texto: Assessoria de Comunicação da EESC